Casos de H1N1 provocam corrida em busca de vacina na rede privada de Maceió

Mais um óbito foi registrado na noite de ontem (6) em Maceió

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Mais de 300 pessoas se aglomeram desde a madrugada desta quinta (7) na porta de uma clínica particular no bairro de Mangabeiras tentando assegurar vacina contra o vírus H1N1. A corrida em busca do remédio afeta outras clínicas na capital. O aumento exponencial da demanda tem provocado filas de espera e até aumento no valor da medicação.

Concentrados desde a madrugada, pais, mães, familiares e até crianças aventuram uma ficha na tentativa de garantir a imunização.

Na noite de ontem, o presidente do Sindicato dos Médicos de Alagoas, Wellington Galvão, confirmou a morte do médico Osman Catarina, que estava internado em Maceió com suspeita de H1N1. A Fundação Osvaldo Cruz deverá confirmar se foi mesmo H1N1.
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Centenas de pessoas se aglomeram em clínica particular em Mangabeiras

De acordo com relatório emitido pela Secretaria de Saúde de Alagoas na última terça (5), outros três óbitos estão sendo investigados no Estado. Para que sejam confirmados, a Sesau aguarda o resultado do material biológico enviado à Fiocruz.

Influenza A

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Centenas de pessoas se aglomeram em clínica particular em Mangabeiras

A gripe H1N1 é uma doença causada pela mutação do vírus da gripe. Conhecida como Influenza tipo A , a doença se tornou conhecida nos anos de 2009 e 2010 após atingir grande parte da população mundial.

Os sintomas são parecidos com os da gripe comum, mas a gripe H1N1 pode levar a complicações de saúde graves, podendo levar os pacientes ao óbito.

Os principais sintomas da doença são febre, tosse, dor de garganta, coriza, congestão nasal, mal estar, mialgia, calafrios e cefaleia (dor de cabeça).

A doença pode apresentar complicações em pacientes com pneumopatias (incluindo asma), com tuberculose de todas as formas (há evidências de maior complicação e possibilidade de reativação), cardiovasculopatias (excluindo hipertensão arterial sistêmica), nefropatias, hepatopatias e doenças hematológicas (incluindo anemia falciforme).

Nos casos de pacientes com os sintomas que se enquadram com a doença, é realizada Hidratação e ministrado o Fosfato de oseltamivir, conhecido como Tamiflu nas unidades de saúde.

Vacinação

A vacinação anual contra influenza é a principal medida utilizada para se prevenir a doença, porque pode ser administrada antes da exposição ao vírus e, é capaz de promover imunidade durante o período de circulação sazonal do vírus influenza reduzindo o agravamento da doença. A Campanha de Vacinação contra a Influenza irá ocorrer de 30 de abril a 20 de maio, nos postos de saúde municipais, mas já a partir de 23 de abril será iniciada a distribuição das vacinas para as Secretarias Municipais de Saúde, que já poderão iniciar a campanha.

Terão direito a vacinação gratuita as crianças menores de 5 anos, gestantes, mães até 40 dias após o parto, idoso, profissionais de saúde, indígenas, detentos e portadores de doenças crônicas.

Recomendações
Os órgãos de saúde recomendam que sejam tomadas algumas medidas de prevenção. São elas: higienização frequente das mãos, principalmente antes de consumir algum alimento, utilizar lenço descartável para higiene nasal, cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir, evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca, higienizar as mãos após tossir ou espirrar, não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas, não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas, manter os ambientes bem ventilados, evitar contato próximo a pessoas que apresentem sinais ou sintomas de influenza, evitar sair de casa em período de transmissão da doença, evitar aglomerações e ambientes fechados (procurar manter os ambientes ventilados) e adotar hábitos saudáveis, como alimentação balanceada e ingestão de líquidos.

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Centenas de pessoas se aglomeram em clínica particular em Mangabeiras

Cláudia Galvão – Alagoas 24 Horas