Hospital Geral atende mais de 600 pacientes com problemas faciais por mês

São, aproximadamente, 20 atendimentos por dia da área e os números aumentam nos fins de semana

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A dona de casa Maria da Conceição Santos, de 63 anos, sentia fortes dores em um de seus dentes, há dez dias. Ela veio para o Hospital Geral do Estado (HGE), encaminhada de Satuba, com um abscesso na face e precisava de uma drenagem cirúrgica de urgência.

O HGE atende, aproximadamente, 20 pacientes por dia com problemas relacionados à face e a cavidade bucal. Esses números aumentam nos fins de semana, chegando a mais de 600 atendimentos por mês, de acordo com Jassvan Pacheco, cirurgião bucomaxilofacial da unidade hospitalar.

Ele afirma que maioria é de adultos jovens, com faixa etária entre 20 e 45 anos e vítimas de acidentes de trânsito, em sua maioria, envolvendo motocicletas. “Atendemos, principalmente, casos de pacientes vítimas de trauma em face provocados por acidentes de trânsito, quedas, agressões interpessoais com ou sem armas de fogo e arma branca”.

Segundo ele, o hospital também recebe casos graves de infecções de origem dentária ou do complexo maxilofacial que causa risco de morte e hemorragias pós-operatórias de procedimentos odontológicos que não foram resolvidos nos ambulatórios ou unidades básicas de saúde.

A traumatologia bucomaxilofacial é a especialidade que tem como objetivo o diagnóstico e os tratamentos, cirúrgico e coadjuvante, das doenças, traumatismos, lesões e anomalias congênitas ou adquiridas do aparelho mastigatório e estruturas craniofaciais associadas.

Segundo o especialista, os pacientes que dão entrada no hospital com politraumatismos são avaliados inicialmente pela equipe de cirurgia geral e, após a estabilização do quadro geral, as especialidades como ortopedia, cirurgia de tórax, vascular, urologia e outras são acionadas para a resolução das lesões das diversas áreas anatômicas.

“É nesse momento que a cirurgia e traumatologia bucomaxilofacial é acionada para assistir ao paciente e realizar os procedimentos cirúrgicos que por ventura acometam a face e a cavidade bucal do paciente”.

O médico Jassvan Pacheco explicou que a média de internamento dos pacientes com lesões na face é geralmente de um dia, mas pode variar em decorrência da necessidade de tratamentos com a equipe multidisciplinar.

“Quando o paciente é um politraumatizado ou com fraturas complexas, com tempo cirúrgico maior, o período de internação é bastante excedido e a ordem de tratamento é estabelecida conforme as lesões mais graves e a manutenção da vida”, enfatizou.

 

Entre as cirurgias realizadas na instituição, estão as que envolvem fraturas nasais e dento/alveolar. Os traumas maiores, com ferimentos, são encaminhados aos hospitais conveniados, que são o Hospital do Açúcar, o Hospital Sanatório e o Hospital Vida.

 

O médico alertou que em casos envolvendo dores de dente, os pacientes devem encaminhar-se, preferencialmente, aos postos de saúde. “O HGE é referenciado nos casos de trauma, urgências e emergências. As dores de dente, que não envolvem traumas e acidentes devem, primeiramente, ser avaliadas nos postos e ambulatórios; caso necessitem de atendimento no HGE, as unidades encaminharão”, concluiu.

Reide Brandão – Agência Alagoas