Polícia Civil prende acusado de sequestro em Maceió

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Luciano Miguel é acusado de participação no sequestro (Foto: ASCOM/PC)

A Polícia Civil de Alagoas prendeu na tarde de domingo (17) um homem acusado da prática de participação em crime de sequestro. Luciano Miguel da Silva, de 27 anos, foi detido por agentes da Seção Antissequestro, da Divisão Especial de Investigação e Capturas (Deic), comandados pelo delegado Filipe Caldas.

A polícia tenta ainda prender, pelo menos mais dois outros participantes do crime e, por isso, somente nesta terça-feira (19) deu divulgação à prisão de um dos envolvidos.

As investigações apontam que a vítima, Guilherme Fernando da Silva foi sequestrado quando saía de um bar, localizado na Avenida Menino Marcelo (Via Expressa), no bairro da Serraria.

Ele teria sido rendido por três homens e colocado dentro de um automóvel Gol, de cor preta, com um saco plástico envolvendo sua cabeça.

Depois de rodar uns cinco minutos, o carro teria descido uma grota, conforme a vítima teria conseguido perceber mesmo com a cabeça enrolada pelo saco.

Ao amanhecer de domingo, segundo Guilherme, conseguiu escapar do cativeiro e procurou a Central de Flagrantes III, no bairro Benedito Bentes.

Os policiais da Seção Antissequestro foram acionados e com a ajuda de militares do Batalhão de Operações Especiais (Bope) localizaram a casa que serviu de cativeiro, na Rua São Paulo, 101, na Grota da Alegria, naquele bairro.

Enquanto estavam no local, os policiais conseguiram prender Luciano Miguel, dono da casa, que chegava à residência.

De acordo com a polícia, os sequestradores chegaram a manter contato com a família da vítima, pedindo um resgate de R$ 10 mil, valor que baixaram para R$ 4 mil com o andamento das negociações. Mas, não houve pagamento de resgate.

O delegado Filipe Caldas destacou o apoio recebido do juiz da 15ª Criminal que determinou prontamente a prisão do acusado, após a representação que lhe foi encaminhada. Revelou ainda que as diligências prosseguem, visando a prisão dos demais sequestradores.

Casa que serviu de cativeiro: dependência onde a vítima permaneceu durante dois dias (Foto: ASCOM/PC)
Casa que serviu de cativeiro: dependência onde a vítima permaneceu durante dois dias (Foto: ASCOM/PC)

Jaime Feitosa – Ascom/PC