Balada do fim de semana pode ser o vilão da voz, alerta especialista

Fonoaudióloga do HGE ressalta sobre os riscos de não atentar as condições prejudiciais à voz

d67d098fe25caea5139ca2b7624c16a9_L
É preciso estar atento às rouquidões, pigarros, dores ao engolir; alerta é da fonoaudióloga Ana Paula Cajaseiras. Thallysson Alves

Uma voz límpida que carrega boa entonação é o que todos querem. O que nem todos parecem querer é adotar hábitos saudáveis que evitem doenças, desconfortos, perturbações das cordas vocais e distúrbios. Duvida? Vai a uma casa de espetáculos e você vai encontrar pessoas falando alto, consumindo bebidas geladas e alcoólicas e, por vezes, consumindo alimentos carregados de condimentos.

 

O alerta é da fonoaudióloga Ana Paula Cajaseiras, que atua no Hospital Geral do Estado (HGE). Mas o que prejudica a voz não acaba por aí. “O fumo, a bebida láctea e a cafeína são outros vilões para uma boa voz. É preciso que todos estejam alerta às rouquidões, pigarros, dores ao engolir e afonia. Esses sintomas, se frequentes, podem indicar o início de doenças que pode levar até a um câncer de laringe”.

 

Por outro lado, o consumo de água em temperatura ambiente ao longo do dia é um forte aliado na manutenção da voz, assim como o consumo de frutas, como a maçã. “Ela [a maçã] é adstringente e afina a saliva. Limpa o trato vocal, por onde passa o som. Com a saliva fina, a voz fica mais precisa”, explica a fonoaudióloga.

 

E quem diria que até o bocejar é saudável para a voz. “O bocejo mexe com as estruturas do trato vocal e também alonga, permitindo que ele saia do modo de relaxamento”, explicou Ana Paula. “Exercícios diários, como a vibração da língua e a onamatopeia ‘trrrrr’, também podem contribuir com a saúde da voz, desde que nunca levados a exaustão”, continuou.

 

Em caso de problema com a voz, ainda que por questão de mero gosto, a Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal) é a referência a nível ambulatorial para o atendimento em Alagoas, onde conta com uma equipe de fonoaudiólogos e otorrinolaringologistas.

 

“Na Uncisal também existem tratamentos para profissionais da voz, como telefonistas, jornalistas, radialistas, cantores e atores. É preciso reforçar que o acompanhamento de um fonoaudiólogo é importante, pelo menos até que o indivíduo aprenda a fazer os exercícios vocais corretamente”, afirmou a fonoaudióloga do HGE.

 

Thallysson Alves – Agência Alagoas